• Raylton Sousa & Lucas de Oliveira Freitas

Raylton, o Homem!


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Ele é super divulgado, no ambiente de criação, de design, arquitetura, mas especificamente em Engenharia Civil. Ele saiu de Sítio Novo, no Tocantins, e veio morar numa casa onde já se tornou um morador muito popular. Conversamos com ele, vem pra cá Raylton.

Conta pra gente como foi a chegada em Curitiba.

A chegada em Curitiba foi polêmica. A primeira vez que eu cheguei aqui no Passeio, atravessei o semáforo, e passei entre duas mulheres e, quando eu dei o primeiro passo além eu escutei uma voz que dizia: e ai moreno, vamos lá? eu olhei para trás, fingi que não ouvi, e continuei.

O que era esse "vamos lá"? Era um bom dia?

No começo eu não compreendi essa complexidade, mas depois eu consegui entender e segui minha jornada.

Você achou o pessoal de Curitiba receptivo? eles queriam "vamos lá" o tempo todo?

De maneira contrária, se disser: bom dia, a mulher olha para o chão. Se disser: boa tarde, a mulher olha para o lado. E, se disser: senhor precisa de ajuda? ele diz, Tá me chamando de velho? Então não achei muito receptivo não, mas as senhorinhas que ficam na rua é um tal de "vamos la" 24 horas por dia.

Você veio direto pra CELU, como foi essa mudança?

A casa do estudante a primeira vista eu achei muito legal, e ainda hoje eu acho, foi um grande aprendizado, conheci e estou conhecendo pessoas novas, pessoas bacanas, e receptivas.

Por que Engenharia Civil Raylton?

Engenharia Civil por que eu gostava de cálculo, na verdade, antigamente, quando eu estudei até a oitava série a professora de inglês sempre dizia, "o fulano, você está bom no inglês..." mas eu nunca gostei tanto, depois que eu comecei o ensino médio eu fui ver a importância, porque o pessoal de lá fala: vai aprender inglês pra quê? falar inglês com quem? então as crianças crescem sem gostar tanto do inglês. Quanto à matemática, eu tinha um professor que passava exercícios e não conseguia responder, então eu fui me interessando por matemática, fui me envolvendo. Depois eu fui estudar no instituto federal e lá eu tive um professor muito louco na matemática.

Ele era sexy?

Ele era gordo e baixo, ele era uma artista, mandava a gente ler o livro, passava exercícios tremendamente difíceis , e a gente passava a noite estudando, ficava com os olhos vermelhos. Então eu passei a gostar da matemática, e das construções Pra mim é uma área muito legal e eu quero e vou continuar até o final.

Você falou dos olhos vermelhos, o que você acha da legalização da maconha?

A legalização da maconha é uma coisa complicada. Primeiro que o brasileiro é complicado, primeiro que para legalizar a maconha eles próprios teriam que se legalizar, é algo que vai além da nossa compreensão, mas nós brasileiros sabemos do tamanho da complexidade desse assunto que nos rodeia e nos norteiam a pensar sobre o que seria o certo ou o errado, o licito e o ilícito.

Você falou em nortear qual é seu norte hoje?

Meu norte hoje é viver o hoje. Viver nessa região, adquirir conhecimento prático e teórico, e quem sabe em um futuro próximo poder fazer com que a região norte se torne uma região desenvolvida, assim como o país como um todo. Inserindo na sociedade o conhecimento que adquirimos a cada dia para mostrar que somos uma nação e que unidos seremos fortes.

O que é para você a sociedade brasileira?

Essa questão de sociedade brasileira começou quando eu estava em São Paulo trabalhando, eu trabalhava na faculdade e o "pessoal" vivia reclamando, esperavam sempre pelos outros, e um um dia eu estava no pico , já não estava mais aguentando e ouvindo a reclamação então eu disse: "Essa sociedade brasileira é complicada!" então o pessoal ficou com isso e só passou a dizer "sociedade brasileira"o tempo todo.

Vamos agora a um bate bola, o que é Deus para você?

Deus, primeiramente, entrando na área... Eu sou engenheiro mas ele é tudo, ele é o Arquiteto do universo, ele é magnífico, explêndido, ele é o amor, a paz, a misericórdia, ele é a essência de todas as coisas.

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Marília Negriela - Lucas de Oliveira Freitas

Estudante de Arquitetura e Urbanismo - UP

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Entrevistado - Raylton Sousa

Estudante de Engenharia Civil - UTFPR

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