• Clayton Rucaly Gonçalves Silva

A viagem mais “zuada” que fiz ao lado do filósofo celuense


Por alguma razão que ainda não descobri, eu e um grupo de outros três jovens loucos (João Kluber, Marlon Prudente e Vinicius Matheus) decidimos ir a convite de Nicksson Baracy, visitar sua cidade natal, Paranaguá. Creio que todos pensaram que seria uma viagem divertida, afinal, além de Paranaguá também conheceríamos a cidade litorânea de Guaratuba.

Não foi bem assim, a viagem mostrou-se uma verdadeira sequência de atrapalhadas e confusões, com direito a muita chuva, vergonha em público, dinheiro gasto, falta de transporte público e muita chuva.

Primeiramente chegamos na cidade de Paranaguá e logo na primeira noite nos deparamos com o calor, para quem se acostumou com Curitiba lá era o inferno. Conhecemos a família de Nicksson, diga-se de passagem, pessoas hospitaleiras e bondosas.

Quanto ao resto da viagem foi só “cagadas”, ao chegarmos na cidade de Guaratuba uma forte chuva caiu atrapalhando nossos planos de curtir a praia. Nicksson foi para praia tomar café, inventou de ir em uma churrascaria comer carne porque estava com desejos, claro que fomos e depois de gastarmos uma fortuna no local o próprio Nicksson chorou para o garçom, por conta do preço. “Moço, nós somos estudantes, pobres, moramos em casa de estudante, não temos dinheiro!” Afirmava ele. Logo, você leitor se pergunta, por que o jaguara do menino quis ir em um lugar caro? Acredite, ainda estou à espera da resposta.

Vinicius Matheus entrou no mar de calça jeans, Kluber arrebentou o chinelo e transformou-se em um camarão e Marlon Prudente fez amizade com as menininhas de Paranaguá e eu, bem, eu só reclamei e fui o fotógrafo da viagem.

Mas eu seria muito injusto em dizer que a viagem foi um completo desastre, tivemos a oportunidade de conhecer o Morro do Cristo que é um dos pontos turísticos mais famosos de Guaratuba. A vista lá de cima é impressionante e vale a pena a subida. A cidade deixa a desejar na infraestrutura, mas a diversão é garantida.

A própria Paranaguá, tem a sua beleza, mesmo que de uma forma mais discreta. A parte histórica da cidade mistura um pouco de construções antigas, com o cheiro de peixe e muitos barcos. É interessante você estar andando em uma rua e imaginar que um dia o Barão do Cerro Azul andou por aquelas mesmas pedras que são a calçada do local, ou mesmo aquela modesta igreja antiga onde um padre jesuíta e gerações de fiéis faziam suas orações diárias.

A cidade possui até uma ilha, conhecida por Ilha dos Valadares, tem uma população não muito agradável e a minha dica pessoal é: caso queira ir, vá com muito cuidado, ou arrume um guarda costa do tipo grandão, fortão com cara de mau, tipo o Diego Menuzzi, minha véia. Caso esteja acompanhado com um cara com esse perfil você pode andar tranquilamente pelas ruas da ilha que as pessoas não irão te fazer mal, porém se você for acompanhado de pessoas com perfil Kluber, Marlon, Vinicius, Clayton é melhor se preparar para um arrastão e se for com alguém do perfil Nicksson fique tranquilo, as pessoas terão dó de você e não te assaltarão.

Brincadeiras á parte, devo dizer que mesmo com todas essas desventuras, essa foi uma viagem sensacional e inesquecível, para os celuenses que vem de outros estados, vale a pena sair do centro urbano e conhecer um pouco do estado, já para os que vem do interior eu aconselho a não desvalorizarem o rico lugar a qual eles fazem parte.

Esse ano teremos mais uma viagem, mas dessa vez não levaremos Nicksson por via das dúvidas.

Clayton Rucaly Gonçalves Silva

Jornalismo - Unibrasil

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