Henrique Adriano de Macena Marques - 05 de Setembro de 2007
Nome: Henrique Adriano de Macena Marques;
Naturalidade: Paulistano;
Idade: 23 anos;
Formação: Física na UFPR;
Residência atual: São Paulo – SP;
Atividade atual: Trabalho com suporte imediato de máquinas de controle de produção automotiva dentro da planta Anchieta da Volkswagen do Brasil, além de dar aulas de física em um cursinho de cunho social;
Apelido celuense: Forró;
Por que do apelido: Bom, logo que cheguei na casa, teve uma festa na CEUC, e como estavámos em junho, a festa era tipicamente de São João, naquele momento, conheci alguns celuenses como o Boca (André L. Leite) e o Challiol (Marcio A. Challiol), que ao me encontrarem após essa festa e não saberem meu nome começaram a lembrarem-se de mim como o cara que dançava forró e ai com o tempo ficou Forró.
Quartos em que morou: 126(2002) e o glorioso 125(2003-2005).
Véias que teve: Delmar no 125, Boi, e o Cebolinha no 126
Quais cargos que ocupou e em que periodo: Diretor de bem estar 2003 e CS 2004/2005
O que representou a CELU na sua vida: A maior e mais importante escola em que já estive.
Qual a maior lição que teve na CELU: Acho que não foi diferente da maioria dos moradores da CELU: aprender a viver sem as regalias de uma vida comum em família, e principalmente aprender não só a conviver com pessoas diferentes como se divertir muito com essas variedade cultural e de costumes.
Maior emoção e maior decepção na CELU: Maior decepção foi a perca de um grande amigo, o Maickon (Farolete/Maestro). Ele sofreu um acidente de bicicleta, parece que ele bateu numa carroceria de caminhão mas ninguém sabe ao certo e nem saberá. Ele ficou em coma durante 11 dias, me lembro como se fosse ontem o silêncio no primeiro andar, que comumente sempre era animado, assim como o “plantão” dos moradores no hospital Cajuru, foi uma perca grande para a casa, pois era um morador ativo e que gostava muito da casa, e para mim foi a perca de um grande amigo que me ensinou muito, muito mais do que eu imaginava que poderia aprender com ele quando o conheci, vou ficar por aqui para não monopolizar a entrevista. A maior alegria também envolve o Maickon em uma festa na casa que ocorreu 2 meses antes, a festa a fantasia que rolou em setembro de 2004, a casa na epóca tinha uma banda de forró formada por mim, Moderno no violão, Baiano na zabumba e o Farolete no teclado, já que ainda não tinhamos ganhado nosso primeiro milhão e comprado a sanfona. Bom tocar na casa é uma emoção única e nessa oportunidade a festa bombou bonito, salão social cheio, com muita mulher. E o curioso disso tudo é que o quem nos ensinou a “tocar” mesmo foi o Maestro, ele que conhecia muito de música e tentou nos sincronizar para tocarmos na festa, sinceramente não foi nada extremamente afinado, principalmente pela minha presença na banda, mas nos 45 minutos que tocamos a moçada dançou e dançou forte, rolou até umas ceuquianas caindo na velha lábia celuense, por tudo isso que destaco esse momento, mas como todo celuense que se prese foram muitos os momentos felizes e tristes dentro da casa, mas independente da ordem todos foram e são ainda muito importantes na minha vida.
O que você acrescentaria e retiraria da CELU: Acrescentaria: é extremamente utópico, mas seria muito legal se a CELU, dispusesse de uma bolsa para poder ajudar alguns alunos com situações realmente impossiveis de estudar em ctba, que com essa bolsa a CELU pudesse trazer alunos que não pensam em fazer faculdade em curitiba por falta de grana, principalmente no interior dos estados próximos, podendo abrir portas aqueles que mais precisam. Retiraria: Moradores desinteressados que imitam os engravatados de brasilia, que só visam o bem estar prórprio e dos amigos, além é claro de inflar o própiro ego com um cargo mal executado.
Qual o valor da CELU para você: Inmensurável.
Um recado aos atuais celuenses: Quando eu estava na casa pensava muito em valorizar o que os mais antigos fizeram para manter a casa como ela é, e principalmente preserva-lá e melhora-lá da melhor forma possível para os que vierem possam usufruir dela como eu estava usufruindo, pois só quem passa pela CELU, independentemente do tamanho da sua necessidade, financeira ou não sabe o seu valor e sua importância para sua formação profissional e pessoal, portanto, deixo essa sugestão de pensamento para os atuais moradores: O que seria da vida de vocês hoje sem a CELU? Teriam os mesmos amigos? As mesmas “mordomias”? Sua vida seria melhor ou pior? Mais facíl ou mais dificil?
E que reflitam a partir das respostas se estão devolvendo a casa tudo que ela oferece a vocês. Afinal outros se esforcarão para vocês estarem ai hoje e se vocês não manterem esse esforço talvez amanhã outros não tenham o privilégio de viver esse laboratório sensacional e divertido que é a CELU.
Uma estoria da CELU para compartilhar: A estória citada acima.